Gestão e resultados

Capital financeiro

Nossa gestão financeira responsável e estruturada tem resultado em boa gerência do fluxo de caixa e custos operacionais sob controle. Desta forma, otimizamos investimentos e geramos valor para nossos acionistas, de maneira alinhada ao planejamento estratégico.

A entrega adiantada e dentro do orçamento previsto de uma PCH em Minas Gerais e de dois complexos eólicos no Rio Grande do Norte consolidou a nossa liderança no setor de renováveis no Brasil. Também apresentamos resultados positivos em nossa Receita Líquida, que cresceu 9,8% em relação a 2015, e EBITDA, que alcançou R$ 993,1 milhões.

O resultado líquido ficou negativo em R$ 537,4 milhões, aumento de 16,7% em relação a 2015, e apresentamos prejuízo líquido de R$ 143,7 milhões, superior aos R$ 48,7 milhões registrados em 2015. Isto foi uma consequência, principalmente, do aumento de despesas financeiras e das despesas gerais e administrativas.

Já o endividamento líquido consolidado totalizou R$ 6.407,9 milhões no encerramento de 2016, montante 6,4% superior ao endividamento de 2015 devido, principalmente, às captações realizadas para reforçar o caixa da Companhia e fazer frente aos investimentos necessários para a construção dos projetos.

Capital de Infraestrutura

No final de 2016, contávamos com 91 ativos localizados em 57 municípios brasileiros e comemorávamos uma nova marca: 2,1 GW de capacidade instalada em operação, sendo 1,3 GW provenientes de fontes eólicas, 423,1 MW de PCHs, 370,0 MW de biomassa de cana-de- -açúcar e 1,1 MW de solar. Nosso portfólio de projetos hoje é composto por 39 PCHs, 43 parques eólicos, oito usinas termoelétricas a biomassa (UTEs) e uma usina solar em operação, além de termos também 1 PCH (26,5 MW) e um complexo eólico (48,3 MW) em construção. Nossa capacidade instalada total é 2.054 MW.
A complexidade desse capital de infraestrutura exige dos nossos colaboradores know-how no controle e manutenção dos equipamentos, bem como atualização sobre novas tecnologias e conhecimento das questões financeiras, regulatórias, de suprimento, meio ambiente e segurança. Pensando nisso, a Diretoria de Engenharia está implantando uma nova Gestão de Projetos, com o objetivo de analisar os processos de forma ampla e integrada, preparando os colaboradores para trabalharem as múltiplas relações que se estabelecem com os empreiteiros ou com os fornecedores.

Capital Intelectual

Colaborar para a manutenção e expansão do capital intelectual representado pelos seus colaboradores é uma ação contínua em nossa empresa, onde valorizamos a inovação e promovemos a difusão de conhecimento sobre tecnologias em geração de energia eólica, hídrica, solar e por biomassa. Para tanto, promovemos seminários e a participamos em eventos, fóruns e debates internos e externos, assegurando a competitividade e a eficiência de nossos projetos em um mercado em constante evolução.

Essa colaboração se faz em três frentes:

  • Projetos Estratégicos: com médio grau de inovação, aborda tecnologias existentes, mas pouco ou ainda não exploradas no Brasil ou no setor.
  • Projetos de Excelência Operacional: que desenvolvem e implantam tecnologias inovadoras permitindo resultados no curto e médio prazo (redução de custos e eficiência operacional).
  • Promoção da cultura de inovação: que estimula o engajamento dos colaboradores e cria um ambiente colaborativo.

Capital Humano

A alta aceitação interna de nossa política de recursos humanos foi comprovada pelos resultados da Pesquisa de Clima que aconteceu em 2016. Realizada a cada dois anos para verificar os pontos positivos e aqueles que precisam ser aperfeiçoados, a pesquisa revelou um índice de favorabilidade de 70%, nove pontos percentuais acima do resultado obtido em 2014 (61%). O envolvimento dos colaboradores também ficou claro na taxa de adesão: participaram 93%, de um total de 381 profissionais convidados a responder, online, ao questionário de 67 questões.

Esse resultado é fruto de relações de trabalho baseadas em respeito mútuo e confiança, e apoiadas por um pacote de benefícios diferenciados, que inclui: programas de desenvolvimento profissional e de treinamento; bolsas de estudo; plano de previdência privada; suporte nas áreas jurídica, psicológica, social, financeira e de fonoaudiologia, estendido às famílias dos colaboradores; campanhas de saúde, com atividades como yoga laboral, orientação nutricional e esportes; avaliação de desempenho e gestão de talentos, além dos benefícios previstos pela legislação brasileira.

Em 2016 contratamos 109 novos colaboradores e proporcionamos 32.276 horas de treinamento que, distribuídas entre 432 profissionais ao longo do ano, resultou em uma média de 75 horas de treinamento por pessoa, número bastante superior às práticas de mercado no setor. A saúde e a segurança de nossos colaboradores são valores básicos na condução de nossas atividades. Por isso, direcionamos atenção especial para atividades que envolvem riscos, tais como trabalhos em altura, em espaços confinados ou com equipamentos elétricos. Em decorrência do nosso cuidado, não houve registros de afastamentos por acidente ou doença relacionada a esses riscos durante 2016.

A saúde e a segurança de nossos colaboradores são valores básicos na condução de nossas atividades. Por isso, direcionamos atenção especial para atividades que envolvem riscos, tais como trabalhos em altura, em espaços confinados, com equipamentos elétricos. Em decorrência do nosso cuidado não houve registros de afastamentos por acidente ou doença relacionada a esses riscos durante 2016.

Capital Social e Relacionamento

Relacionamento com Comunidades

A convivência harmoniosa e saudável com as comunidades onde estão localizadas as nossas obras é buscada por meio do contato e do discurso aberto e transparente com os moradores locais, que são frequentemente convidados a participar de reuniões e de discussões nas etapas iniciais de um projeto. Além disso, sempre que desejarem, podem acionar a Central de Comunicação Social, disponibiliza atendimento direto à população, com profissionais de comunicação, assistência social e psicologia. Essas estruturas têm como objetivo atuar como interlocutoras da população local com a empresa, com recebimento de demandas, dúvidas, problemas, dentre outras solicitações dos moradores locais.

É importante destacar que, apesar de nosso impacto ser consideravelmente baixo em comparação com outras indústrias de infraestrutura, realizamos estudos socioambientais específicos para cada projeto e estabelecemos obrigatoriamente medidas de mitigação de impacto utilizando engenharia especializada e iniciativas voltadas à comunidade.

Um bom exemplo desse tipo de trabalho prévio de avaliação de impacto socioambiental aconteceu recentemente nas obras do Complexo Eólico Pedra Cheirosa, no Ceará. Um estudo específico avaliou a região e identificou oito impactos ambientais que afetavam a população indígena. Isto permitiu o estabelecimento de programas diversos, entre o grupo local e o de Gestão e Comunicação Social Indígena; de Educação Socioambiental para Trabalhadores, com ênfase nas questões indígenas; de Apoio à Valorização Cultural e ao Etnodesenvolvimento; de Educação e Saúde; e de Educação Patrimonial. Paralelamente, a comunidade indígena vem participando do processo de implantação do empreendimento desde março de 2016.

Gestão de Risco e Planejamento

Em 2016, foi desenvolvido um sistema de controle e planejamento das atividades de Licenciamento Ambiental dos empreendimentos e suas respectivas Linhas de Transmissão, em diversos estágios de desenvolvimento. O referido sistema conta com 154 marcos do Licenciamento, desde a viabilização locacional até o início da operação comercial da usina. As informações obtidas resultam no Índice de Maturidade do Licenciamento Ambiental das usinas e são imprescindíveis para as demais fases do empreendimento.

Interlocução com o Poder Público

Considerando-se o caráter estratégico da atividade de geração de energia para o desenvolvimento do País e a utilização de recursos naturais e bens ambientais para tal finalidade, o diálogo com o setor governamental é de interesse mútuo. Para que esse diálogo seja eficaz, possuímos uma área de Relações Institucionais com atuação prioritária na esfera federal, acompanhando os assuntos vinculados à comercialização e à regulamentação do setor. Além disso, possuímos uma gerência específica de Relações Governamentais que dá apoio em todas as fases dos nossos projetos no relacionamento com o poder público local e estadual.

Interlocução com a sociedade

Em 2016 nos empenhamos em estreitar o relacionamento com os meios de comunicação e a sociedade, por meio de serviço de assessoria de imprensa. O lançamento das mídias sociais e o investimento realizado na área de comunicação também nos aproxima da sociedade, ajudando a tornar o negócio ainda mais transparente.

Relacionamento com fornecedores

Buscamos garantir a devida atenção às questões sociais, ambientais e trabalhistas envolvidas em cada tipo de prestação de serviço ou fornecimento. Os critérios utilizados para definição dos fornecedores são atendimentos às boas práticas de sustentabilidade, custos competitivos, qualidade, capacidade técnica, qualificação cadastral e nível dos serviços prestados.

Capital Natural

Nossa Diretoria Institucional é responsável pela gestão socioambiental, incluindo os recursos naturais de nossos ativos. Essa gestão está baseada em indicadores e metas definidos anualmente, aliados às estratégias do negócio. Nossa equipe de sustentabilidade acompanha de perto o desenvolvimento das obras e o dia-a-dia dos empreendimentos em operação. Em 2016, o total de gastos com Gestão Ambiental ficou em R$ 24 milhões, incluindo os custos para a implantação de 12 ativos, sendo uma PCH e 11 parques eólicos.

Também estamos atentos à produção e destinação adequada de resíduos gerados pela companhia – em 2016, geramos um total de 55 toneladas de resíduos secos, 24 toneladas de úmidos e 39 toneladas de resíduos perigosos –, bem como ao consumo adequado dos recursos naturais. Em 2016, a CPFL Renováveis utilizou nas suas operações (incluindo os complexos eólicos, PCHs e UTEs) 1.034.408 m³ de água, retirados da superfície – incluindo áreas úmidas, rios, lagos e oceanos –, de cursos subterrâneos e de reservatórios de água de chuva coletada pela organização. No mesmo período verificou-se significativa redução de 75% em comparação com o ano de 2015, quando foram retirados 4.194.162 m³ de água.

Biodiversidade e áreas de conservação

Atuamos em diversos biomas brasileiros com a preocupação de cuidar da preservação dos espaços onde nossos ativos estão situados. Hoje possuímos 61,9 km² de áreas destinadas a proteção ambiental, sendo 27,1 km² de Áreas de Preservação Permanente (APP) e 34,8 km² de Reservas Legais. Estamos presentes em áreas com características de Mata Atlântica, restinga litorânea, lagoas costeiras e dunas e falésias. Embora nossas atividades sejam consideradas de baixo impacto ambiental, todas as unidades em implantação e operação são devidamente licenciadas pelos órgãos competentes.

Segurança de Barragens

A Política Nacional de Segurança de Barragens foi instituída pela Lei Federal 12.334, na qual a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelece, por meio da Resolução Normativa nº 696, de 15/12/2015, um Plano de Segurança para cada usina do Sistema Elétrico. Nesse sentido, surgiu o Plano de Ação de Emergência (PAE), que estabelece procedimentos técnicos e administrativos a serem adotados em situa- ções de emergência potencial na barragem. A partir de informações enviadas pelas empresas, a Defesa Civil dos municípios envolvidos é responsável por elaborar os Planos de Contingência, de Proteção e Defesa Civil Municipal. Fomos a primeira empresa do estado de São Paulo a ter protocolado o PAE.